sábado, 31 de maio de 2008

Póvoa de Rio de Moinhos


Enquanto se montava, na Junta de Freguesia, uma Exposição de Fotografia de final de curso de um aluno, deu para rabiscar um pouco.
A aldeia é muito bem arranjada e agradável. A merecer uma visita.

2 comentários:

Alice N. disse...

Muito bonito; a provar que a poesia não está só nas palavras, mas também no traço. Um desenho que desperta em nós o deleite com a beleza das coisas simples e genuínas e a nostalgia de uma espécie de paraíso perdido... Um belo retrato de um Portugal feito de paixão e autenticidade que, infelizmente, tende a desaparecer...

Este belo desenho de traço puro e poético evocou-me logo o magnífico Fernando Pessoa e um dos meus poemas preferidos:

Ó sino da minha aldeia
dolente na tarde calma,
cada tua badalada
soa dentro da minha alma...

E é tão lento o teu soar,
tão como triste da vida,
que já a primeira pancada
tem o som de repetida.

Por mais que me tanjas perto,
quando passo, sempre errante,
és para mim como um sonho,
soas-me na alma distante.

A cada pancada tua,
vibrante no céu aberto,
sinto o passado mais longe,
sinto a saudade mais perto...

(Fernando Pessoa)

AP disse...

Que pena só ter visto este desenho agora. É que fizemos, na Área de Projecto do 6ºB, um livro sobre as localidades de onde os alunos são oriundos e andámos à procura de imagens... Esta seria especial! De um professor do Agrupamento e tudo... ;)