domingo, 25 de maio de 2008

Barragem de Meimão. Penamacor


Um local muito agradável, que não conhecia.
Enquanto a máquina fotográfica cumpria os 4 minutos de exposição calculados para cada um dos enquadramentos que decidi, aproveitei para desenhar.
Pela primeira vez, levei comigo marcadores de pincel e aproveitei para logo ali dar cor.

Estava eu junto da margem, entretido nestas actividades, quando dou conta de três guardas florestais, que discretamente, escondendo-se atrás da vegetação, desciam a encosta na minha direcção, cercando-me. Percebi logo que me tinham confundido com um "perigoso" pescador! Bom Dia! avancei, estragando-lhes a surpresa. Só aí viram o tripé e a máquina.
Ah! este senhor está só a filmar, relatou o primeiro para os outros, ainda mais ou menos encobertos.
Não, respondi, estou a fotografar.
Os peixes? perguntou um deles.
Isso seria tão ridículo, como pedirem-me a licença de uso e porte de tripé, pensei, mas apenas lhes disse que não, não eram peixes, apenas a paisagem.

1 comentário:

Henrique disse...

O sentido da responsabilidade, a obrigação de protecção deste e de qualquer outro reino da natureza, assim impeliu aquelas três almas para isso mesmo, a obrigação do dever. Quiçá esperançados no cumprimento dos seus objectivos, e Você, seu malandro, deitou por terra, e quase a eles, esse sentido da responsabilidade. Deveria penitenciar-se, sei lá, elogiando, talvez nos "média" locais, a valentia de quão corajosos seres.